Foto: Adriano Fontes / Flamengo
O caso envolvendo Bruno Henrique, do Flamengo, ganhou um novo capítulo na Justiça. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu o ministro Joel Ilan Paciornik como relator do recurso apresentado pela defesa do atacante contra a acusação de estelionato relacionada ao episódio de apostas envolvendo uma partida do Campeonato Brasileiro de 2023.
A defesa sustenta que Bruno Henrique não poderia responder pelo crime de estelionato porque as casas de apostas não teriam apresentado uma representação formal considerada válida contra o jogador. A discussão chegou ao STJ após decisões diferentes nas instâncias inferiores.
Inicialmente, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) aceitou a denúncia por fraude em competição esportiva, mas rejeitou a acusação de estelionato. O Ministério Público do Distrito Federal recorreu e conseguiu reverter a decisão. Na segunda instância, o tribunal entendeu que os alertas e informações encaminhados pelas casas de apostas às autoridades demonstravam interesse na apuração do caso.
Agora, caberá ao ministro Joel Ilan Paciornik analisar os argumentos apresentados pela defesa. Enquanto o recurso não é definido, a ação penal que envolve Bruno Henrique permanece suspensa no TJ-DF. O processo trata das acusações de fraude em competição esportiva e estelionato.
O caso teve origem na partida entre Flamengo e Santos, disputada em novembro de 2023. A investigação identificou um volume considerado incomum de apostas feitas por pessoas próximas ao jogador prevendo que Bruno Henrique receberia um cartão amarelo durante a partida. Na Justiça Desportiva, o atacante chegou a ser suspenso por 12 jogos, mas posteriormente foi absolvido da suspensão pelo Pleno do STJD. A decisão entendeu que não houve manipulação de resultado, mas compartilhamento de informação sensível, convertendo a punição em multa de R$ 100 mil.
informação vista no UOL
