Fotos: Divulgação/FIFA | Divulgação/River Plate
O Flamengo movimentou o mercado para repor as recentes saídas de Gonzalo Plata e Wallace Yan. O clube encaminhou as contratações de Joaquín Freitas, de 19 anos, e Anthony Valencia, de 23, dois jovens atacantes que chegam ao Rio de Janeiro com status de promessas e a missão de ampliar as opções do técnico Leonardo Jardim.
A dupla possui características diferentes e pode oferecer alternativas distintas ao sistema ofensivo rubro-negro. Enquanto Freitas tem maior facilidade para atuar por dentro, Valencia é um jogador que busca mais os espaços pelos lados do campo.
Joaquín Freitas: joia argentina que ganhou espaço no River
Aos 19 anos, Joaquín Freitas chega ao Flamengo cercado de expectativas. O atacante foi revelado pelo Acassuso e chamou atenção durante sua passagem pelas categorias de base do River Plate.
No clube argentino, o jogador teve uma rápida evolução. Atuando principalmente como centroavante na base, marcou 11 gols e deu três assistências em 34 partidas, desempenho que acelerou sua promoção ao elenco profissional.
Freitas estreou entre os profissionais ainda com 18 anos, sob o comando de Marcelo Gallardo. No time principal, porém, seus números foram mais modestos: foram 29 jogos e apenas um gol.
Mesmo assim, o atacante conquistou espaço e prestígio dentro do River. Seu potencial também chamou a atenção da seleção argentina, que o convocou recentemente. Em junho, Freitas entrou no segundo tempo de um amistoso contra Honduras.
Uma das principais questões para Leonardo Jardim será justamente definir onde o novo reforço poderá render mais. Apesar de ter se destacado como centroavante nas categorias de base, seus melhores momentos no profissional aconteceram atuando como segundo atacante.
A tendência inicial é que ele seja utilizado como alternativa para a posição de centroavante, podendo disputar espaço com Pedro.
Anthony Valencia: velocidade e drible pelos lados
Anthony Valencia chega com uma característica diferente. O equatoriano foi formado no futebol do país e passou pelo Independiente del Valle, clube conhecido pelo trabalho de desenvolvimento de jovens jogadores.
Ainda nas categorias de base, Valencia começou a chamar atenção e acabou despertando o interesse do futebol europeu. Depois de deixar o Equador, o atacante seguiu para o Royal Antwerp, da Bélgica.
No clube belga, passou inicialmente pelas categorias de formação até chegar ao elenco profissional. Entre 2022 e 2026, construiu sua trajetória no futebol europeu, acumulando 13 gols e sete assistências.
O caminho, entretanto, também foi marcado por dificuldades físicas. Em 2025, Valencia sofreu uma grave lesão no joelho, com ruptura do ligamento cruzado anterior. O jogador conseguiu se recuperar e voltou a atuar normalmente.
Valencia também integrou a seleção do Equador na Copa do Mundo de 2026, embora não tenha entrado em campo. Curiosamente, durante o período com a seleção, chegou a disputar espaço justamente com Gonzalo Plata.
Canhoto, o novo reforço rubro-negro atua preferencialmente como ponta-direita. A velocidade, o drible e a capacidade de jogar aberto são algumas das características que mais chamam atenção em seu estilo.
Reposição após as saídas
As chegadas de Freitas e Valencia acontecem depois de o Flamengo encaminhar as saídas de Gonzalo Plata e Wallace Yan.
Plata, que vinha sendo utilizado com frequência por Leonardo Jardim, seguiu para o Dínamo de Moscou. Wallace Yan, por sua vez, foi negociado com o Red Bull Bragantino.
Com isso, o Flamengo buscou no mercado jogadores mais jovens e com potencial de crescimento, mas que também possam aumentar as alternativas ofensivas já nesta reta final da temporada.
Agora, a expectativa fica por conta da adaptação dos dois jogadores ao elenco profissional e das escolhas de Leonardo Jardim. Freitas e Valencia chegam com estilos diferentes, mas com o mesmo objetivo: conquistar espaço e se tornar peças importantes no ataque do Flamengo.
