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O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, fez duras críticas à arbitragem brasileira após o empate por 1 a 1 com o São Paulo, no Maracanã, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em pronunciamento divulgado nesta segunda-feira (27), o dirigente português afirmou que o principal problema não está na qualidade dos árbitros, mas na falta de uniformidade dos critérios adotados pela Comissão de Arbitragem da CBF.
Segundo Boto, os árbitros brasileiros demonstram bom nível técnico quando atuam em competições internacionais, justamente porque seguem diretrizes mais claras. Como exemplo, citou lances semelhantes ao da expulsão de Carrascal, destacando que, na Copa do Mundo, a mesma jogada sequer seria considerada falta. Para ele, o futebol brasileiro precisa estabelecer interpretações padronizadas para evitar decisões diferentes em jogos semelhantes.
Outro ponto abordado foi o lance envolvendo o lateral Wendell, quando jogadores do Flamengo reclamaram de um possível pênalti por toque no braço. Boto afirmou que, em sua avaliação, houve intenção do defensor em utilizar o braço para desviar a trajetória da bola, o que caracterizaria infração. O dirigente revelou ainda ter consultado árbitros de outros países, que também consideraram o lance passível de marcação de pênalti.
Apesar das críticas, José Boto isentou o árbitro Anderson Daronco de responsabilidade direta. Para ele, a definição dos critérios cabe à Comissão de Arbitragem da CBF, que deveria esclarecer de forma definitiva como as regras devem ser interpretadas. O dirigente também questionou a divergência de opiniões entre comentaristas especializados, afirmando que não é aceitável que um mesmo lance gere interpretações completamente distintas.
Boto também direcionou críticas ao funcionamento do impedimento semiautomático. O dirigente pediu mais transparência sobre o processo utilizado para validar ou anular gols, especialmente em relação ao gol de Samuel Lino, invalidado nos minutos finais da partida. Segundo ele, as imagens divulgadas não mostram de forma clara o instante exato em que a linha do impedimento é traçada, o que alimenta dúvidas e discussões.
Ao encerrar o pronunciamento, o diretor reforçou que a Comissão de Arbitragem precisa prestar esclarecimentos públicos sobre os protocolos utilizados tanto no VAR quanto no impedimento semiautomático. Na visão de José Boto, a definição de critérios claros e iguais para todos é essencial para reduzir as polêmicas, dar mais segurança aos árbitros e aumentar a credibilidade das decisões tomadas durante as partidas.
