Foto: CRF
A parceria entre Flamengo e Texaco terminou cercada por uma disputa judicial. A empresa acionou o clube na Justiça e pede o pagamento de R$ 1,5 milhão, alegando que o Rubro-Negro teria violado uma cláusula de exclusividade ao fechar um novo acordo comercial com a Lubrax antes do encerramento oficial do contrato.
O vínculo entre Flamengo e Texaco foi firmado em janeiro de 2025 e tinha duração prevista até dezembro de 2026, em um contrato de aproximadamente R$ 9 milhões.
A situação mudou no fim de junho, quando o Flamengo comunicou à empresa que pretendia rescindir o acordo. Como havia um período de aviso prévio de 90 dias, a parceria, em tese, permaneceria válida até o fim de setembro.
O problema, segundo a Texaco, ocorreu em 21 de julho, quando o Flamengo assinou contrato com a Lubrax. Para a empresa, o novo acordo teria sido firmado enquanto a cláusula de exclusividade ainda estava em vigor.
Texaco também pediu suspensão de pagamentos
Além da cobrança de R$ 1,5 milhão, a Texaco solicitou à Justiça a suspensão dos dois últimos pagamentos previstos no contrato, referentes aos meses de agosto e setembro. Cada parcela teria valor de R$ 400 mil.
A empresa também pediu que a marca fosse retirada imediatamente dos ativos do Flamengo.
Os pedidos, no entanto, não foram aceitos pela Justiça. As solicitações de urgência apresentadas pela Texaco já foram rejeitadas em duas oportunidades.
Flamengo contesta interpretação
O Flamengo tem uma interpretação diferente sobre o encerramento do vínculo. O clube sustenta que eventual obrigação relacionada à rescisão somente poderia ser discutida após a conclusão definitiva do processo de encerramento, respeitando o prazo de 90 dias estabelecido no contrato.
Dessa forma, o Rubro-Negro entende que a assinatura do acordo com a Lubrax não configuraria, necessariamente, uma quebra contratual da maneira alegada pela Texaco.
Por enquanto, não existe uma decisão definitiva sobre quem tem razão na disputa. A Justiça ainda irá analisar o mérito da ação, enquanto os pedidos feitos em caráter emergencial permanecem negados.
A principal discussão agora será justamente determinar se o Flamengo violou ou não a cláusula de exclusividade ao fechar a parceria com a Lubrax antes do término do aviso prévio.
Informações: O Globo / Lauro Jardim.
