Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (BAP), explicou os motivos que dificultam uma redução no preço dos ingressos para os jogos no Maracanã. Em entrevista ao BarbaCast, o dirigente afirmou que o clube enfrenta limitações legais e financeiras que impedem mudanças mais agressivas na política de preços.
Segundo BAP, a legislação que garante gratuidades e meias-entradas reduz a flexibilidade do clube para trabalhar com os valores dos bilhetes. Além disso, ele destacou que o Flamengo não pode adotar um sistema de preços dinâmicos, reduzindo os ingressos após o início das vendas, pois isso prejudicaria quem comprou antecipadamente por um valor maior.
O presidente também argumentou que manter ingressos baratos em todas as partidas não seria sustentável financeiramente, mesmo com o estádio lotado. Para ampliar o acesso da torcida, o clube criou o programa Flamengo Sem Fronteiras, que custa R$ 19,81 e, em breve, também dará prioridade para a compra de ingressos em algumas partidas, com exceção dos jogos de maior demanda, como competições de mata-mata.
BAP ressaltou ainda que o Flamengo possui a maior média de público do futebol brasileiro. De acordo com ele, a equipe registra cerca de 63 mil torcedores por jogo, chegando a receber entre 68 e 70 mil pessoas nas principais partidas no Maracanã. O objetivo da diretoria, segundo o dirigente, é manter o estádio sempre lotado.
Por fim, o presidente destacou que o clube realiza ações sociais em todos os jogos, levando crianças em situação de vulnerabilidade ao Maracanã. Ele afirmou que essas iniciativas fazem parte do compromisso social do Flamengo e que não são divulgadas com o objetivo de promover a imagem da diretoria, mas sim de cumprir uma responsabilidade com a sociedade.
